Conheça o Gavião Kyikatejê, o primeiro time de futebol profissional 100% indígena do Brasil, símbolo de resistência e orgulho do povo Kyikatejê-Gavião
Gavião Kyikatêjê Futebol Clube - A História
Por Wander Florêncio (Valente) - @wanderflorenciooficial
O Gavião Kyikatêjê Futebol Clube é um time de raiz, 100% indígena, sendo ele o primeiro clube de futebol profissional de um povo originário a disputar a divisão principal de um campeonato, ou seja, é o primeiro time de futebol profissional indígena do Brasil. Foi fundado no dia 25 de janeiro de 1981 (44 anos) como Castanheira EC e depois no ano de 2009 (16 anos) como Gavião Kyikatejê Futebol Clube, sendo o referido time originado da antiga equipe da liga marabaense chamado Castanheira Esporte Clube.
Fundado na década de 1980, o Castanheira EC era uma equipe tradicional do futebol local, tendo disputado cinco finais do campeonato marabaense (disputado por equipes não só da cidade de Marabá), ganhando três destas.
Em 2007 o povo Kyikatejê-gavião adquiriu os direitos do Castanheira para ter direito a disputar a primeira divisão do certame municipal. Como a liga marabaense não permite a menção do nome do povo indígena no título da agremiação, o Gavião continuou a disputar o campeonato com o nome de Castanheira EC.
Neste mesmo ano que passou a disputar a primeira divisão (2007) ficou com o vice-campeonato e em 2008 sagrou-se campeão da liga amadora local.
Com os bons resultados na liga municipal, o povo Kyikatejê Gavião decidiu profissionalizar o time em 2009 junto a Federação Paraense, adotando o nome de Gavião Kyikatejê (que no idioma do povo que lhe empresta o nome quer dizer "rio acima") Futebol Clube. O time fez tanta questão de ressaltar a sua origem índigena que até mesmo o formato de seu escudo remete a ponta de uma flecha e seu primeiro uniforme titular remete às pinturas corporais usadas pelos habitantes de sua aldeia.
Para a disputa da fase inicial do "Parazão" em 2015, o Gavião contratou para o comando o técnico Everth Palacios, ex-zagueiro colombiano que disputou a Copa do Mundo de 1998 por seu país, além de ter atuado por Deportivo Cali, Atlético Nacional, Junior de Barranquilla, Shonan Bellmare, Kashiwa Reysol e Boyacá Chicó e aposentado desde 2011.
Pra voar mais alto. E mais longe. E para ensinar que é um time indígena. Que ataca como um time indígena. Que a gente precisa defender assim.
Tem um técnico-cacique (Zeca Gavião) formado pela CBF, bem como uma torcida apaixonada, que se desloca em dias de jogos diretamente de sua aldeia, além de seu eterno camisa 9, Aru Sompré, o maior craque da história do Gavião, falecido em 2018.
Mas Aru estará sempre em nossa memória, junto ao seu legado de luta, representatividade, talento e garra com as cores do primeiro time indígena do Brasil.
Além disso, tem categoria de base, também tem time feminino e já jogou a primeira divisão do futebol Paraense. Esta é uma história de resistência através do futebol que poucos conhecem e é pouco apoiada pelas marcas.
Mas é hora de mudar isso para ajudar o clube a seguir seu projeto esportivo e conquistar mais visibilidade no futebol brasileiro. Por isso, muitos apoiadores e simpatizantes da causa indígena vestiram essa camisa. Camisa que tem as cores utilizadas nas pinturas corporais do povo Kyikatejê-Gavião.
As camisas têm feito muito sucesso nas redes sociais. E o clube, através da GOLKIPER, encontrou um fornecedor de material esportivo para atender à demanda e suprir às suas necessidades.
Você pode acompanhar o perfil do clube no Instagram (@gaviaokfc) e conseguir mais informações sobre ele.
@gaviaokfc
BORA FAZER O GAVIÃO VOAR MAIS LONGE! ❤️🖤🦅
Apóie você também esta camisa. Vista esta causa.
#VoaKyikatêjê








