Lançado em 29 de agosto, o novo projeto de Duquesa contém 7 faixas e explora a liberdade criativa da rapper, com ritmos que variam do trap até o indie rock, costuradas pela produção de Go Dassisti.
Por Ana Moreira
Lançado em 29 de agosto, o novo projeto de Duquesa contém 7 faixas e explora a liberdade criativa da rapper, com ritmos que variam do trap até o indie rock, costuradas pela produção de Go Dassisti.
Com toda essa pluralidade, o EP se mostra como um retrato da artista e das suas vivências como uma mulher negra. “A música preta é versátil, é inovadora e eu gosto de abraçar isso no meu trabalho, neste EP trago novas batidas e uma pluralidade de temas em cada faixa” afirma Duquesa.
Colaborações e faixas. As faixas em destaque vem acompanhadas também de colaborações de peso como em “Fuso” com remix do TZ da Coronel, faixa que já foi lançada antes, porém, solo, retoma agora em clima mais intenso ao lado do trapper carioca. Já “Number One”, com Leys, rapper francesa, reforça o protagonismo feminino que ultrapassa fronteiras e mostra a potência do networking de Duquesa.
O momento mais experimental aparece em “toda garota como eu =( =”, parceria com a banda Iorigun, da Bahia, onde Duquesa se aproxima do universo indie rock e divide opinião entre os fãs: alguns gostam, outros nem tanto.
Porém, é inegável que é uma das faixas que mais chama atenção justamente por ser tão diferenciada. De encerramento, “Quantas coisas cabem na minha bag” serve como uma síntese de todo o EP. Reforçando a ideia da narrativa das vivências de uma mulher negra e da quebra de padrões e expectativas que “SIX” representa na carreira da artista. Musicalmente e esteticamente, o EP não busca manter uma linearidade entre as faixas, mas sim reforçar a liberdade criativa do momento da carreira em que a Duquesa se encontra.
É perceptível a versatilidade em se encaixar em diferentes estéticas e ritmos. Em todos os detalhes, desde a capa até os clipes, Duquesa se mostra mais uma vez como uma das maiores da sua geração.






