A segunda edição do evento homenageou 22 nomes da cultura, como Negra Li, Stefanie e Brisa Flow, reafirmando o hip hop como patrimônio imaterial nacional
Alesp é palco de homenagem a artistas e coletivos do Hip-Hop
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi palco, na última sexta-feira (15), de uma noite marcada por reconhecimento e emoção. A segunda edição do evento Hip-Hop o Ano Todo homenageou, em vida, artistas e coletivos que constroem diariamente a cultura hip hop no estado, reunindo representantes históricos e contemporâneos do movimento.
Idealizada pelo Instituto Formando Mentes Coletivas e realizada pelo mandato da deputada estadual Monica Seixas (PSOL), do Movimento Pretas, a sessão solene aconteceu no Plenário Juscelino Kubitschek. O encontro reuniu público diverso e reafirmou a importância do hip hop como patrimônio cultural imaterial paulista, que atravessa gerações e territórios. “Esse é um momento grande e importante sobretudo para coletividade no Hip Hop, é um momento para nós estarmos mais próximos, conversando e nos fortalecendo”, disse o idealizador do evento e assessor parlamentar, Igor Fernandes.
Ao todo, 22 homenagens foram entregues. Entre os nomes celebrados estiveram: Negra Li, Brisa Flow, Rico Dalasam, Jupi77er, Boombeat, Stefanie, Coletivo Nação Hip-Hop Brasil, Dorothy Braids, NeneSurreal, DJ Anazú, Lessa Reis, Brunão Ment Sagaz, Vampp e Zula. Também receberam reconhecimento coletivos e artistas de diferentes regiões, como Jaú, Araçatuba, São Vicente, Osasco, Santo André e aldeias indígenas.
A cerimônia foi além da homenagem individual e destacou a força coletiva da cultura. Foram lembradas iniciativas como a Batalha da Tribo (Aldeia Kopenoty – Avaí), a Batalha da Bíblia em nome de May Bernardo (São Caetano), o coletivo Elas no Hip-Hop (Jaú), o Slam Oz (Osasco), o Coletivo Oeste Rap (Butantã), o Slam Marginal (USP) e a Aliança Negra Posse (Zona Leste de São Paulo). “É uma honra para nós da batalha da Tribo estarmos aqui, eu construo mas também aprendo muito com o Hip Hop, que também é indígena. Agradeço muito por todo esse aprendizado a todos os envolvidos”, disse o idealizador da Batalha da Tribo, na Aldeia Kopenoty, Tety Lipú.
Com registros audiovisuais, entrevistas e presença de convidados especiais, o evento reafirmou a relevância do hip hop como movimento político, social e artístico que transforma realidades e preserva o legado e a ancestralidade negra e de periferia no Brasil e no mundo. Mais do que uma homenagem, a edição foi um agradecimento coletivo àqueles que mantêm viva a cultura que nasceu nas ruas e hoje ocupa espaços institucionais sem perder suas raízes.








