Recepção dos estudantes aconteceu no dia 11 de março, às 19h no Ponto de Cultura Formando Mentes Coletivas, reafirmando o compromisso do projeto com o acesso à universidade e a reconstrução de trajetórias por meio da educação
O Cursinho Popular Emoriô iniciou oficialmente o ano letivo de 2026 nesta terça-feira, 11 de março, com a realização de uma recepção destinada aos novos estudantes, no Ponto de Cultura Formando Mentes Coletivas, localizado na Rua Alfredo Ruiz, 4-17, centro de Bauru.
A atividade deu início ao ciclo formativo do projeto, que se consolida como uma iniciativa de educação popular voltada à ampliação do acesso ao ensino superior para jovens da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social. "Esse é um espaço para aqueles que sempre foram históricamente negados o acesso, a juventude negra e periférica, possa ter acesso a cultura, possa estudar e que sirva de embasamento para que possamos criticar e questionar o que nos incomoda", disse o cordenador geral e pedagógico do cursinho, Gabriel Santana.
Mais do que um preparatório para vestibulares e exames como o ENEM, o Emoriô se estrutura a partir de uma proposta pedagógica emancipadora, que compreende a educação como ferramenta de transformação social e reconstrução de trajetórias. O cursinho reúne estudantes da rede pública, jovens de baixa renda, pessoas pretas, pardas e indígenas, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas trans e travestis, além de jovens que estão em período de pós-medida socioeducativa.
A iniciativa parte do entendimento de que o acesso à universidade ainda é atravessado por desigualdades estruturais. Nesse contexto, o projeto atua para reduzir barreiras históricas, oferecendo formação gratuita, ambiente acolhedor e suporte coletivo, reforçando a educação como direito e não como privilégio.
Para a coordenação do cursinho, o início das aulas representa também a consolidação de um espaço de pertencimento. A proposta do Emoriô vai além da preparação acadêmica, buscando construir um ambiente seguro, livre de discriminação e comprometido com o respeito às identidades e às diferentes trajetórias dos estudantes.
A comunicação e a organização do projeto estão estruturadas em três pilares: acesso, acolhimento e permanência. O objetivo é garantir que os estudantes não apenas ingressem no cursinho, mas consigam manter o vínculo ao longo do ano letivo, fortalecendo a permanência e ampliando as possibilidades de continuidade nos estudos.
A recepção do dia 11 de março marca o primeiro encontro entre estudantes, educadores e equipe do projeto, apresentando a proposta pedagógica, o calendário de atividades e os princípios que orientam o cursinho ao longo do ano. - E vale lembrar que o projeto ainda está com vagas abertas para novos estudantes.
Com a abertura das aulas, o Cursinho Popular Emoriô afirma seu papel como um espaço comunitário de formação crítica e construção de futuro, demonstrando que educação popular, quando articulada ao acolhimento e ao compromisso social, se torna um instrumento potente de emancipação e transformação coletiva.







