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Criminalização do funk é pauta central no debate “Funk não é Crime” que aconteceu em São Paulo

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Criminalização do funk é pauta central no debate “Funk não é Crime” que aconteceu em São Paulo

Funk não é crime! Debate em SP denuncia criminalização do ritmo e reforça sua força cultural e política nas periferias.

Funk não é crime! Debate em SP denuncia criminalização do ritmo e reforça sua força cultural e política nas periferias.
Criminalização do funk é pauta central no debate “Funk não é Crime”
Na primeira quinta-feira do mês, 4 de julho de 2025, o grito coletivo “Funk não é crime” se tornou um debate potente organizado pelo coletivo Superação Coletiva e pela Revista Movimento, iniciativas ligadas ao MES/PSOL. Mais do que um encontro, o evento foi um espaço de denúncia, reflexão e convocação à ação política.
A mesa reuniu ativistas, comunicadoras e militantes que vivem e fazem cultura a partir da periferia. Conduziram a reflexão:
Ao final, o evento contou com um SET de funk comandado pelo DJ Tayan, beatmaker, produtor e DJ do grupo Rap Plus Size e do artista Gidaia, em São Paulo.
A comunicadora Jô Gomes, em uma fala afiada, provocou:
A pergunta atravessou o microfone e expôs a lógica da exploração cultural sem retorno social. Afinal, quantos lucram com o funk – e quantos realmente o defendem quando ele é atacado?
Cada fala reforçou a centralidade do funk como expressão política e cultural, e não como simples produto de mercado. Cultura de favela não é fetiche, é ferramenta de denúncia, encontro e sobrevivência.
O debate abordou o histórico e contínuo processo de criminalização do funk, promovido por instituições e legislações que associam a linguagem e os territórios periféricos à violência. A perseguição aos bailes, os desmontes nas políticas culturais e a ausência de financiamento para coletivos periféricos foram temas recorrentes.
Enquanto isso, grandes empresários do setor musical se sentam ao lado de políticos de direita para negociar e fazer campanha, como bem destacou Renata Prado.
A proposta do evento foi clara: defender o funk é defender o direito à cidade, à voz e ao território. O encontro terminou com uma convocação à organização coletiva, à construção de redes de apoio, à ocupação de espaços políticos e à retomada das ruas.
Na FMC Comunica, seguimos com quem faz da arte um ato político.
📍 Saiba mais pelo Instagram da @revistamovimento e do @superacaocoletiva.
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